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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NA PANDEMIA!

A Psicóloga Matilde Fuzinatto, preocupada com nossas emoções no confinamento da Pandemia, compartilha seu vídeo para nos ajudar a gerenciar nossos sentimentos.

AFETIVIDADE NA RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO E O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

Quando falamos em educação, compreendemos esse como um campo novo, permeado de sensações e inquietações, que através dos olhares atentos do professor, passará a se tornar um caminho recheado de novas descobertas e grandes desafios por parte do aluno.

O professor, como personagem principal dessa jornada chamada educação, terá como missão ensinar. Ensinar para conhecer, para pensar e para ser. Em outras palavras, o professor será para o aluno, alguém que lhe dará identidade no mundo e para o mundo, tudo isso, através de atos e ações que muitas vezes passam despercebidos no âmbito escolar, estamos falando da afetividade. A afetividade é um ingrediente importante na relação professor-aluno quando o objetivo é aprender.  Ao falar das emoções no processo de aprendizagem, Tordin aponta para algo preocupante:

“As emoções são excluídas desse processo, são consideradas como perturbadoras do pensamento científico. Esta transmissão de conhecimentos exclui o sujeito em si, as suas ideologias, suas características pessoais, sua posição social, suas crenças e o impede de se sentir participante do processo de ensino-aprendizagem”. (Tordin, 2016, p.18-19).

Com essa afirmação, podemos pontuar que a falta de afetividade entre professor-aluno possa ser uma das explicações para a desmotivação em aprender e realizar atividades em sala de aula, assim como para os casos de dificuldade e transtornos de aprendizagem, comumente rotulados e diagnosticados precocemente e sem nenhum amparo científico pelo meio escolar.

No trabalho de Tordin (2016, p.27) a autora coloca uma reflexão importante para as dificuldades e/ou transtornos de aprendizagem, segundo ela:

Alguns estudos recentes destacam a relação entre o aspecto cognitivo com o emocional, sendo necessária uma disposição afetiva para a aprendizagem. Esta disposição é manifestada por atitudes, interesse e confiança nas capacidades cognitivas, para que assim, o aluno alcance o melhor desempenho.

Nesses casos, em especial, ressalta-se ainda mais a importância que a afetividade tem na vida escolar de crianças e adolescentes, pois os artigos pesquisados, reforçam a questão da aprendizagem, como sendo marcada, a partir do processo de empatia entre professor-aluno.

Embora várias trabalhos e pesquisas acadêmicas já tenham se debruçado na questão da afetividade nos processos de ensino-aprendizagem, este tema continua sendo o grande desafio contemporâneo para a educação, conforme citam os autores Silva e Neris (2016) já no título do seu trabalho. Para esses autores, teóricos da psicologia e da educação como Piaget e Wallon, são primordiais pois ambos embasaram suas teorias, investigando o poder da interlocução entre professor-aluno e sua posterior aplicabilidade na educação. No decorrer do trabalho, Silva e Neris (2016, p.5) atentam para uma questão importante:

A relação família-escola também deve ser levada em consideração na hora de pensar em afetividade na educação, pois é na família que se tem as primeiras interações sociais, tais como: a reprodução de crenças existentes na sociedade, a descoberta da sua cultura e o modo de ver o mundo. Portanto, as interações sociais estabelecidas no seio familiar pela criança contribuirão para o desenvolvimento emocional do futuro aluno.

Diante dessa afirmação, se faz importante ressaltar que essa tríade entre família-aluno-escola é que dá abertura para que a afetividade aconteça. Essa afetividade por parte da criança é natural, contudo, o meio familiar pode facilitar ou dificultar esse envolvimento, se baseando na questão da confiança. Um ambiente acolhedor e seguro promove a afetividade e contribui para o desempenho escolar satisfatório, o contrário, um ambiente inseguro e rígido demais, pode dificultar a interação e instalar o medo, dificultando e anulando o processo de aprendizagem.

Reafirmando essa ideia, no II Conedu (Congresso Nacional de Educação) de 2015, um dos trabalhos apresentados incluiu a visão psicológica, como tentativa de pontuar a importância da relação entre professor-aluno. Nesse trabalho, através de uma metodologia de observação e entrevista, observou-se que para alguns professores, a visão da aprendizagem se restringia ao saber ler e escrever, e que não se mostravam sensíveis ou até mesmo curiosos em saber como se dava o processo de ensino-aprendizagem para aquele aluno.

Falar de afetividade, no âmbito escolar, é falar de uma relação que dependerá dos dois atores envolvidos: professor e aluno. Juntos, podem buscar a melhor forma para que a aprendizagem aconteça, fortalecendo assim, o laço humano que existe entre eles. Aprendizagem vem do olhar, do cuidado e do afeto, que se estabelece entre quem aprende e quem ensina, mas nunca existirá uma sobreposição, pois a todo instante, seja na escola ou na vida, seremos eternos aprendizes.

Conclui-se de forma preliminar, que o tema sobre a afetividade nos processos de ensino-aprendizagem, encontra uma vasta discussão no meio acadêmico, sobretudo em trabalhos que enfatizam a posição da família no processo de ensino-aprendizagem do aluno e, por outro lado, a maneira enrijecida com que a educação olha para esse fato. Sugere-se que o tema continue sendo abordado em meios acadêmicos, mas que também possa ser transformado em prática docente, como estratégia acolhedora para fomentar a aprendizagem em crianças e adolescentes, de modo especial, nas que sofrem de dificuldades/transtornos de aprendizagem.

Cláudia Luisa Brand – Psicóloga CRP 07/23072

SÍNDROME DE BURNOUT EM CARGOS DE LIDERANÇA

O presente estudo teve como objetivo, descrever a síndrome de Burnout em cargos de liderança objetivando analisar como o conceito é compreendido na literatura pesquisada, identificando quais são os impactos sofridos por essa síndrome no ambiente de trabalho, além de verificar quais intervenções estão sendo propostas pelas empresas e de que maneira os relacionamentos no trabalho são afetados por ela. Foi usada como metodologia, a revisão bibliográfica, que compreendeu a escolha de quatro artigos e dois livros. Como conclusão, sugere-se que o tema seja mais debatido no meio acadêmico brasileiro, visto que existe uma diminuição do número de publicações em português e uma grande concentração de estudos nos EUA, o que dificulta a criação de intervenções no âmbito organizacional brasileiro.

A Síndrome de Burnout é um problema de saúde ocupacional, tendo sua origem no ambiente de trabalho, caracterizando-se por uma exaustão emocional que ao longo do tempo, traz prejuízos físicos, mentais, cognitivos e comportamentais para o trabalhador. Nos estudos analisados, conclui-se que ainda faltam elementos de análise sobre a Síndrome de Burnout em cargos de liderança por duas razões: a primeira é que a Síndrome de Burnout tem seus estudos concentrados em sua maioria nos profissionais da área da Educação e da Saúde, e segundo, é que a área de abrangência da síndrome, se encontra em artigos de cunho internacional, em especial, os oriundos dos EUA. Sugere-se que o tema sobre a Síndrome de Burnout em cargos de liderança possa ser expandido no Brasil, como forma de prevenção, a fim de que se implantem políticas organizacionais mais eficazes no combate ao estresse ocupacional.

Dra. Cláudia Luisa Brand,Psicóloga CRP – 07/23072

MUDANÇA DE HÁBITO

Mudança de hábito alimentar: como começar?

Todos sabemos que mudanças, na maioria das vezes, não são fáceis. Porém, são necessárias, seja na alimentação ou qualquer outro aspecto da vida, se quisermos alcançar objetivos maiores e melhores. Se algum hábito está te fazendo mal, então, chegou a hora de repensar suas atitudes.

  1. Se você já percebeu que algum alimento ou preparo ou condimento não está te fazendo bem, ótimo! Você está no primeiro passo da mudança, RECONHECIMENTO.
  2. Agora, pergunte a si mesmo: estou disposto e pronto a diminuir ou retirar este hábito da minha vida para obter melhoras na minha saúde? Se a resposta for positiva, maravilha! Estamos no segundo passo, ACEITAÇÃO.
  3. Neste momento você está apto para buscar o que precisa para mudar. Lembre-se de que toda mudança precisa de apoio, tanto familiar quanto profissional. É neste terceiro passo que você toma a atitude verdadeira, A AÇÃO.
  4. Mantenha o foco para que, finalmente, um hábito ruim seja trocado por um hábito bom.

Vamos comigo, que te ajudo nessa jornada.

Gabriela Galarça

Ansiedade é frescura?

Só quem já viveu uma crise de ansiedade, pode atestar o quão incapacitante e frustrante é esse momento. Em média a crise tem uma duração de 10 a 30 minutos até chegar seu ápice, contudo para quem vive a sensação é de uma eternidade.
A crise de ansiedade se dá a partir de gatilhos emocionais, que podem ser conscientes ou inconscientes, podendo ser pensamentos, cheiros, sensações, lugares, comidas, enfim, sendo desencadeados pelos mais diversos estímulos. E no momento em que a pessoa é exposta a esses estímulos, sua reação é o disparo de uma crise, isso não tem hora, não tem lugar, ou seja, não se escolhe quando e onde vai acontecer, assim como também não há uma forma controle imediato.
Essa crise tem sintomas físicos e psicológicos como angústia, aperto no peito, náusea, respiração ofegante, tensão muscular, sensação de sufocamento e de incapacidade, medo iminente de morte ou de que algo muito ruim vá acontecer com ela, medo de perder o controle, de enlouquecer, de ter um ataque cardíaco, coração acelerado, pressão sanguínea elevada e muitas vezes vêm acompanhadas de choro.
A pessoa muitas vezes passa a desenvolver medos e se sentir incapaz de realizar ações cotidianas que sempre realizou como dirigir, andar de avião, ir ao cinema, andar de elevador, sair sozinha de casa, estar em lugares com grande quantidade de pessoas. E isso passa a ser um limitador na vida da pessoa que sofre de ansiedade, além da preocupação persistente de ter uma nova crise, que é muito elevada, o que agrava a situação. Contudo, ainda hoje existe o preconceito sobre transtornos mentais onde a vivência da situação de crise ansiedade é tida como “frescura”, “chilique” para chamar atenção.
Então, respondendo a pergunta inicial, não, crise de ansiedade não é “frescura”, “chilique”, “fiasco” ou um comportamento para chamar atenção, ela é realmente intensa, muito desagradável e causa mal-estar muito forte.
A boa notícia é que nos dias de hoje já existe tratamento eficaz para tratamento dos sintomas de ansiedade realizados através da combinação de psicoterapia, realizada por psicólogos e psicofármacos (medicação) prescritos pelo médico psiquiatra. Essa combinação geralmente traz resultados bastante satisfatórios onde a pessoa tem condições de resgatar sua qualidade de vida, retomando as atividades que eram desenvolvidas antes das crises.
Psicóloga Matilde Fuzinatto – CRP 07/17085

 

13 Reasons Why – Uma Última Chance A Vida – Do Sofrimento Ao Suicídio

13 Reasons Why é uma série da Netflix, onde a personagem principal Hanna Baker, grava 13 fitas explicando  os treze motivos que a levaram ao suicídio.

A série já inicia com a personagem morta e as fitas devem ser entregues as 13 pessoas que ela julga estarem envolvidas nesses porquês.

Assisti todo o seriado, e em minha opinião a série deixa explicito os motivos de Hanna, relacionados à Bullying, violência psicológica e sexual, sentimentos de desvalia e uma sensação de impotência onde a personagem entende que ninguém poderá compreender o que se passa com ela.

Em uma análise do último e mais forte episódio, em meu ponto de vista, Hanna ao final da gravação de 12 fitas, relata que algo engraçado aconteceu que sentiu algo mudar, manifesta certo alivio, ao usar a frase “Eu tinha despejado tudo, e por um minuto, só por um minuto, senti que poderia vencer isso” (sic) e decide dar uma nova chance a vida, e vai em busca de ajuda.

A partir desse relato da personagem, temos a visão do quanto o falar é importante, do quanto o “despejo” ajuda a sentir-se melhor. Em um contexto psicológico é possível trabalhar com o método proposto pela psicanálise, que tem sua origem na escuta do sujeito que sofre. (Estudos de Psicanalise, n36, dezembro 2011).

Contudo, talvez essa nova chance não tenha podido ser aproveitada da melhor forma. Hanna pediu ajuda a aquele que julgou ser o melhor caminho, naquele momento, foi em busca do conselheiro da escola, mas talvez por dificuldades de expor de forma clara seus sentimentos, talvez por vergonha ou mesmo medo do que pudesse ocorrer, não conseguiu a ajuda que foi buscar.

No seriado não fica claro, qual a formação deste conselheiro, mas mostra que ele exerce um papel de ouvinte, mas quem sabe por esta escuta não estar preparada, ele talvez não tenha conseguido identificar os sinais que Hanna expos sobre o quanto desejava interromper sua vida. Em psicoterapia a escuta é um instrumento, treinado e disciplinado. Exige atenção. Escutar é uma entrega, é sair de si mesmo e adentrar ao desconhecido (Casa da Psicoterapia, 2008)

Hanna ao ser questionada pelo conselheiro como se sente, responde “perdida, vazia, eu não sinto nada, eu não me importo..”(sic), apresentando um sofrimento psíquico muito intenso, mencionando isolamento social, humor deprimido e sentimentos de desvalia muito presentes.

A personagem possivelmente poderia estar sofrendo de uma doença grave chamada Depressão. Esse Transtorno Psiquiátrico pode levar a pensamentos de desvalia muito intensos, como os da personagem, caracterizado também por mencionar que se sente um problema para os pais, para todos. Essa doença é incapacitante e causadora de um sofrimento tão intenso que pode levar ao suicídio. Depressão tem tratamento e não é frescura, falta de fé, ou qualquer outra definição do senso comum. Depressão é doença e pode matar. O diagnóstico deve ser realizado por profissionais especializados, como psicólogos ou médicos psiquiatras e o tratamento geralmente consiste em psicoterapia e medicação.

 

Se você está sofrendo, se identifica com a dor ou história da personagem Hanna Baker, busque ajuda!

 

Nós podemos ajudar.

 

Psicóloga Matilde Fuzinatto.

A Importância Da Avaliação Psicológica Na Seleção De Pessoal

A avaliação psicológica é um processo de coleta de dados, constitui-se de métodos e técnicas de investigação, dentro dos métodos estão os testes psicológicos de uso exclusivo do psicólogo, e utilizados adequadamente podem oferecer informações importantes sobre o testando. (Godoy & Noronha, 2005)

Dentro das organizações, a avaliação psicológica tem sido considerada uma das principais ferramentas do processo de seleção de pessoal, por meio da utilização de testes que avaliam desde personalidade, atenção e rapidez até desempenho, entre outros fatores. Atualmente, a avaliação, que é uma tarefa desempenhada apenas por psicólogos, constitui uma peça fundamental na contratação ou não de um candidato, agregando um diferencial às empresas que possuem um setor de Recursos Humanos.

É, portanto, por intermédio da avaliação psicológica que a empresa consegue filtrar melhor os candidatos com o perfil mais adequado para a vaga disponibilizada, podendo, dessa forma, realizar um prognóstico do desempenho do novo funcionário.

Muitas vezes, o candidato apresenta potencial técnico bastante adequado à oportunidade oferecida, contudo o mesmo demonstra habilidades comportamentais e de personalidade divergentes a cultura da organização, o que pode vir a acarretar dificuldades na realização do seu trabalho e também sofrimento psíquico ao colaborador, gerando sua substituição.

Com a avaliação psicológica ainda, podem ser analisados o trabalho em equipe, o relacionamento com figuras de autoridade, os traços de liderança, o rendimento no trabalho, ou seja, elementos que, apenas com os métodos tradicionais – como entrevista e análise de um currículo –, passam, não raro, despercebidos. Para Anastasi e Urbina (2000), os testes psicológicos fornecem uma medida objetiva e padronizada do comportamento, isto é, possibilitam o entendimento sistematizado e prático das características psicológicas do indivíduo candidato à vaga.

 

Conte com a avaliação psicológica para seus processos seletivos.

 

Psicóloga Matilde Fuzinatto.